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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Zé Neto nega domínio sobre indicações do governo

Glauco Wanderley

Em resposta às acusações do vereador Pablo Roberto, o deputado estadual Zé Neto afirma que, diferente do que é dito, ele não tem controle absoluto sobre as indicações a cargos de confiança do estado em Feira de Santana. E garante que o próprio Pablo, como integrante do grupo de Ângelo Almeida (que como Zé Neto, é candidato a deputado estadual em 2014), continua sendo detentor de cargos na Direc e na Dires e, mais importante, ainda exerce o controle do Melo Matos, onde também atua por meio da ONG Colibri, conveniada com o governo do estado. “Não tem ninguém desvalido nem desatendido”, assegura.

Considerando-se agredido com “palavras de baixo calão e insinuações descabidas”, Zé Neto disse estranhar a postura de Pablo agora, já que o vereador estaria informado da mudança da direção da CASE Zilda Arns há um mês e o processo vinha sendo discutido.

Para justificar sua tese de que não manda tanto assim, o deputado cita a Dires como controlada por Ângelo Almeida, o Clériston com direção externa e técnica, o Hospital da Criança como terceirizado, o Derba como indicação do PT e não sua, pois o cargo é ocupado pelo presidente municipal Jaime Cruz e o Detran, onde a ligação seria principalmente com o PP, de Eliana Boaventura, partido membro da base aliada. “Boa parte são órgãos técnicos. A EBDA nunca foi do PT nem de partido, o Pitangueira [diretor do Clériston] está como técnico”, resume.

Na Câmara, Pablo afirmou ter sido ameaçado de demissão por Neto diversas vezes, quando dirigia o Melo Matos. Zé Neto diz que ao contrário, livrou Pablo da demissão há dois anos, intercedendo a favor dele e acrescenta que ajudou a interceder pela nomeação do agora exonerado Danilo. “Quando precisam, me procuram”, argumenta. Ele garante que nunca tentou tirar Pablo do cargo.

Diante da dimensão assumida pelo conflito, Zé Neto admite que o partido deve se reunir para tratar da questão. Mas ressalta que a discussão é assunto interno e jamais deveria ser colocada de público como Pablo fez. “Ele demonstra que não tem entendimento do que é a vida partidária”, interpreta.

O líder do governo procura demonstrar que não tem nada a ver com a exoneração de Danilo da Zilda Arns. Atribui a mudança “à administração” e a futura nomeação “ao governo”.

Quanto às queixas de Pablo insinua que podem ser em função de ter feito uma campanha voltada à concessão de empregos, já que em conversa com o deputado, o vereador teria demonstrado preocupação com o elevado número de pedidos de emprego que recebe.

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