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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Feira registra 46 mortes durante período da greve da PM



DPT ficou lotado por conta do grande número de corpos

Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)

Feira de Santana registrou 46 mortes durante os dois dias de greve da Polícia Militar no estado, segundo informações da 1ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin). A segunda maior cidade da Bahia teve 40 homicídios, um latrocínio e cinco autos de resistência. Segundo o delegado Ricardo Brito, responsável pela 1ª Coorpin, os casos ainda estão sendo contabilizados pela Polícia Civil.

A situação deixou o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Feira lotado - os corpos de algumas vítimas ficaram no Hospital Clériston de Andrade aguardando uma vaga para serem encaminhados ao DPT. "Quero chamar a atenção da sociedade, pois a demora em uma situação como essa é normal. Não temos. como liberar todos os corpos no mesmo momento, pois serão periciados, já que foram vítimas de arma de fogo", disse na manhã desta quinta ao Acorda Cidade o coordenador do DPT, Renato Lacerda.

Lacerda informou que todas as equipes do DPT estavam trabalhando e caso a greve da PM continuasse seria necessário ter reforço de regionais vizinhas. Ele chegou a pedir a compreensão de familiares de vítimas para que não fossem muitas pessoas ao DPT. "Não precisa vir a família toda para o DPT. Pedimos que venha apenas um parente para adiantar as questões funerárias".



DPT de Feira ficou movimentando durante greve da PM (Foto: Acorda Cidade)

Segundo informações da Delegacia de Homicídios de Feira de Santana ontem, a média normal é e 1 homicídio por dia na cidade - a Coorpin informa uma média de 3 a 5 homicídios diários na região. Nesta quinta-feira, a delegada Ana Cristina Santos de Carvalho, titular da DH, não quis falar sobre os homicídios registrados em Feira de Santana no período de greve.

Por conta da greve, Feira não teve aulas em escolas públicas e particulares na quarta e na quinta. A Uefs também suspendeu as aulas no período. A Micareta de Feira chegou a ser ameaçada, mas com o fim da greve da PM a prefeitura anunciou que está mantida para os dias 24 a 27 de abril.

Mortes

Entre as mortes registradas pela polícia no período está a do policial militar Thiago Maciel Silva, 35 anos. O soldado foi sequestrado por cinco homens e encontrado já baleado na estrada da Formiga. Ele estava, com uma PM e um grupo de pessoas, em uma localidade perto de São José quando os criminosos chegaram e saquearam o grupo. Thiago não estava fardado, mas pela arma dele os bandidos perceberam se tratar de um PM.

PM Thiago foi assassinado
Thiago foi levado pelos criminosos, a bordo de um veículo Fiat/Uno, cor preta, segundo a Polícia Militar. Ele foi encontrado com diversas perfurações de arma de fogo e chegou a ser socorrido por uma guarnição da PM para o hospital Emec, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.

Quatro homens acusados pelo homicídio do PM foram mortos em confronto a Polícia Militar no final da tarde no final da tarde de ontem. Eles estavam em um Fiat Uno preto similar ao envolvido na morte do PM, que era da Base da Cavalaria da corporação. Ao serem abordados, eles reagiram atirando e tentaram fugir. Houve troca de tiros. Os suspeitos, baleados, ainda foram levados ao hospital Emec, mas morreram. Ainda não há identificação dos quatro.

Outra vítima de homicídio foi Israel Barbosa dos Santos, assassinado dentro de um carro na avenida José Falcão. Ele fazia transporte irregular de passageiros em um Celta quando foi baleado. Ainda não se sabe quem atirou no rapaz.

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