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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Trabalhadores rurais depositam carcaças de animais em frente ao Banco do Nordeste


Trabalhadores rurais seguiram em passeata nesta segunda-feira (15) pela rua Conselheiro Franco até a frente do Banco do Nordeste, onde depositaram carcaças de animais mortos.

“Essas carcaças simbolizam as perdas que estamos tendo em decorrência da seca prolongada. Estamos aqui para cobrar das autoridades a resolução das nossas propostas. Queremos mais celeridade, pois a solução só está no papel”, afirmou o presidente dos Produtores Rurais, Carlos Henrique, acrescentando que outras mobilizações serão realizadas no interior do estado.

Os trabalhadores rurais participaram anteriormente de um debate com o tema “A pior seca do século: Não deixe o campo morrer”, realizado pela manhã no teatro da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) em Feira de Santana.

Participaram também do debate o deputado federal Colbert Martins; o deputado estadual Carlos Geílson; o vice-prefeito de Feira de Santana, professor Luciano Ribeiro, representando o prefeito José Ronaldo de Carvalho, que estava em outro compromisso em Salvador; o secretário municipal de Agricultura e Serviços Hídricos, Ozeny Morais, além de prefeitos e representantes de outros municípios, vereadores, representantes de sindicatos rurais e agricultores.

O deputado estadual, Carlos Geílson, criticou a falta de representantes do governo estadual no debate e pediu que os governantes visitem os locais que estão sofrendo com a seca, para que vejam o sofrimento de perto. De acordo com ele, o investimento deve ser prioridade.

O deputado federal Colbert Martins, observou que o centro Feira de Santana está sem movimento, por causa da seca. Ele cobrou mais investimentos. “A economia está destruída. Lá em Brasília estou levantando a voz, pois o que foi colocando em Feira até agora pelo governo federal é muito pouco. Precisa ter água imediatamente. Precisamos trabalhar rápido, pois não podemos esperar o que vai acontecer”, afirmou.

Wilson Paes Cardoso, prefeito da cidade de Andaraí, destacou que está preocupado, pois a meteorologia não indica nenhum sinal de chuva. O prefeito ainda reclamou da falta de apoio do banco do Nordeste, que segundo ele, está fazendo ação para cobrar dos produtores rurais as dívidas que eles não estão conseguindo pagar.

A sindicalista Conceição Borges, observou que a seca é um problema que atinge não apenas o homem do campo, mas também a zona urbana. “Até então a seca parecia ser uma coisa só dos trabalhadores rurais, mas ela já incomoda e já traz sofrimento e perda para todos. Se o campo não planta a cidade não janta”, pontuou.

O presidente dos trabalhadores rurais de Feira de Santana, Zé Grade, informou que caso a pauta de reivindicações do sindicato não seja atendida, será organizado um mês de mobilizações em Feira de Santana, que seguirá até o próximo dia 15 de maio. Segundo ele, no ano passado foram encaminhadas várias pautas, mas até então nada foi resolvido.

“A gente vê anunciar que estão liberandos milhões, mas nada chega aos trabalhadores, estão caçamos de esperar. Vamos encaminhar pautas de reivindicações e aguardar uma resposta dos governos, caso a resposta não seja a esperada nós vamos fazer uma grande mobilização, ocupando vários espaços da cidade”, afirmou.

De acordo com Zé Grande, as principais reivindicações do sindicato são: distribuição de cestas básicas, frente de trabalho, perdão das dívidas, construção de açudes, limpeza de tanques, além da construção de barragens subterrâneas, entre outras.

(As informações são do repórter Paulo José do Acorda Cidade)

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