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sábado, 13 de julho de 2013

HEC vai organizar atendimento para priorizar casos de emergência


Momentos antes da coletiva do secretário Jorge Solla, no auditório do HEC, uma mãe desesperada chamava a atenção. Ela reclamava que a filha estava com torcicolo, que paralisou uma das pernas, e que o atendimento no pronto socorro do hospital não conseguiu resolver.

Daniela Cardoso e Ney Silva

Com o objetivo de estabelecer uma relação entre o Hospital Estadual da Criança (HEC) e a rede pública de Saúde de Feira de Santana, o secretário estadual de Saúde, Jorge Solla, se reuniu na manhã desta sexta-feira (12) com representantes da prefeitura, Defensoria Pública, Ministério Público e com a direção do Imip (Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira).
“Precisamos fazer com que esse hospital cumpra seu papel e não se transforme em um ambulatório de baixa complexidade”, afirmou o secretário.

No período da tarde, Jorge Solla concedeu uma coletiva à imprensa e anunciou algumas medidas para melhorar o atendimento no HEC. Ele informou que o Imip vai divulgar uma campanha de publicidade para orientar a população no sentido de só procurar o pronto socorro em situação de emergência ou quando referenciado pelo Samu, pelas unidades básicas de saúde (UBS, PFS) e pelas policlínicas.
Segundo o secretário, 90% dos atendimentos na emergência do Hospital da Criança podem ser resolvidos em qualquer posto de saúde. Na opinião de Solla, é importante organizar o fluxo adequado de assistência, para que se possa priorizar os casos de maior gravidade e complexidade.
Ainda de acordo com Jorge Solla, da mesma forma como haverá o encaminhamento dos pacientes das unidades de saúde para o HEC, o hospital também vai referenciar pacientes para as unidades básicas quando os casos não forem de gravidade.

Questionado sobre a demissão de profissionais de saúde pelo Imip, Jorge Solla informou que isso faz parte do processo de transição da instituição gestora. Ele disse que durante toda essa semana se reuniu por três vezes com médicos pediatras do hospital para resolver a situação.
O secretário informou que ainda não é possível fazer uma avaliação sobre o desempenho do Imip à frente da administração do HEC. Ele justificou que a instituição só tem 42 dias atuando em Feira de Santana e que ainda há um processo de transição. “Pode ser que algumas pessoas saiam daqui e outras cheguem”, afirmou Solla.
Além do secretário Jorge Solla, participaram da coletiva a superintendente de Interiorização do Imip, Ana Maria Albuquerque, a coordenadora de enfermagem do HEC, Lívia Leite, e a coordenadora da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Imip, em Recife, Sheyla Levy.
Insatisfação
Momentos antes da coletiva do secretário Jorge Solla, no auditório do HEC, uma mãe desesperada chamava a atenção. Ela reclamava que a filha estava com torcicolo, que paralisou uma das pernas, e que o atendimento no pronto socorro do hospital não conseguiu resolver.

Jandira Moreira da Silva estava insatisfeita porque a equipe do pronto socorro não fez nem mesmo uma radiografia da coluna da criança para saber se havia ou não alguma lesão. “Eu fui chamar os médicos lá dentro para atender minha filha e não vou mentir, estava a ponto de bater neles”, afirmou revoltada. 
Com a receita na mão, prescrita pelo pediatra de plantão, Jandira deixou a unidade e disse que não sabia o que fazer com a filha que não conseguia ficar em pé. “Pra quê esse hospital, porque não fecha logo isso?”, disse. 

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