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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Ministério Público recebe inquérito sobre morte de cinegrafista

Delegado indicia Fábio Raposo e Caio Silva de Souza por homicídio doloso


REDAÇÃO ÉPOCA, COM ESTADÃO CONTEÚDO


O delegado Maurício Luciano, da 17ª DP (São Cristóvão), chegou por volta das 16h desta sexta-feira (14) na sede do Ministério Público do Rio para entregar à promotora Vera Regina de Almeida o inquérito que apurou a morte do cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade, de 49 anos.
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O delegado indiciou o tatuador Fábio Raposo e o auxiliar de serviços gerais Caio Silva de Souza, ambos de 22 anos, pelos crimes de explosão e homicídio doloso (com intenção de matar) qualificado por uso de artefato explosivo.
Se condenados, cada um pode pegar até 35 anos de prisão. O delegado também pediu a conversão da prisão temporária por 30 dias de ambos para prisão preventiva, a fim de que os dois permaneçam presos até o julgamento. Caio Silva de Souza e Fábio Raposo, presos temporariamente no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, no Rio de Janeiro.
A promotora tem prazo de cinco dias para analisar o inquérito e decidir se oferece denúncia à Justiça ou se devolve o inquérito à Polícia Civil requerendo novas diligências.

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O advogado Jonas Tadeu Nunes afirmou ao Portal G1 que vai pedir a anulação do inquérito. Ele esteve no presídio na tarde desta sexta, para saber por que Caio mudou sua versão inicial e negou ter acendido o rojão. De acordo com Nunes, Caio disse a ele que foi acordado na madrugada por seis policiais que o convenceram a dar um novo depoimento. "Considero que todo inquérito está viciado. Houve um constrangimento ilegal e a custódia temporária dele não tem mais sentido", afirmou Tadeu ao G1.
Nesta quinta-feira (14), o advogado falou sobre a intenção de continuar defendendo tanto Fábio Raposo quanto Caio de Souza. Nunes sustenta a tese de que os jovens agiram juntos e, portanto, devem responder juntos ao processo, com a mesma defesa.

Pagamentos a manifestantes

Na quinta, Nunes voltou a acusar partidos políticos e outras organizações de aliciarem jovens e pagar para que causem quebra-quebra em protestos. "Caio vive em extrema pobreza. Começou a participar das manifestações por ideologia, de forma pacífica, sem quebra-quebra. Quando soube que poderia participar mediante remuneração, aí ele se deixou levar por isso", disse o advogado. "Quando foi preso, ele disse 'e agora, doutor, quem vai cuidar da minha mãe? Não vou ter como dar a cesta básica da minha mãe'. É que eu ganho dinheiro da manifestação, recebo R$ 150'. Eu respondi que o pai dele continuaria a ajudar", disse defensor de Caio e Raposo.

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Segundo o advogado, Caio contou que "chegava em determinado local onde ia ter início a manifestação e já tinha uma kombi parada que ia entregando máscaras e tal e, algumas vezes, quando (os manifestantes) não tinham dinheiro, propiciava o dinheiro para o transporte". "O manifestante só ganhava se houvesse quebra-quebra", afirmou.
"Caio é um menino calmo, quando está nas manifestações se transforma, parece que recebe uma entidade, fica completamente diferente", afirmou.

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