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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Médicos do Clériston Andrade pedem demissão coletiva

A partir desta quarta, 2 de abril, a população de Feira de Santana e região atendida no Hospital Clériston Andrade pode ficar sem cirurgiões e ortopedistas.
Em assembleia no dia 31 de março, após nova reunião sem obter da secretaria de Saúde o que haviam pedido em termos de condições de trabalho e infraestrutura no hospital, os médicos responsáveis pela maior parte do atendimento da unidade decidiram entregar os cargos à meia noite de hoje. São cerca de 40 profissionais, que trabalham como pessoa jurídica, emitindo nota fiscal de empresa para receber os salários. Esta situação é uma das que os médicos queriam corrigir.
Ouvido pela Tribuna Feirense há um mês, quando os médicos fixaram o prazo para a demissão coletiva, o diretor José Carlos Pitangueira garantiu que ele como diretor daria um jeito e o hospital não iria parar.
Segundo o Sindicato dos Médicos (Sindimed), “os médicos negociaram exaustivamente com o governo a fim de encontrar uma solução e evitar esta medida extrema, entretanto, a gestão foi incapaz de apresentar uma proposta que contemplasse minimamente o pleito dos médicos”.

Sesab

O chefe de gabinete da Sesab, Paulo Barbosa passou a manhã desta quarta-feira (2) no HGCA para tentar resolver a situação. Ele informou que a secretaria foi surpreendida com a decisão dos profissionais, já que as negociações estão acontecendo de forma acelerada e que em oficio encaminhado ao órgão o Sindimed informou que o prazo para paralisação havia sido prorrogado para 14 deste mês.

"Segunda tivemos uma reunião onde discutimos vários pontos e não houve sequer uma pontuação de que eles poderiam parar hoje ou que as negociações haviam sido cessadas. Então hoje somos surpreendidos por esta paralisação", afirmou.

Ele revelou que apenas os cirurgiões aderiram à entrega do cargo, já que os ortopedistas haviam solicitado um reajuste no valor dos plantões e a secretaria aceitou devendo apenas informar o percentual. "Os cirurgiões pediram para passar para CLT, aceitamos mas eles querem um valor acima do que se pode pagar. Eles querem R$ 9.200, quando pagamos a um médico concursado da casa R$ 5.200, apenas esta pendência nos impede de assinar as carteiras", informou.

Paulo Barbosa informou ainda que os cinco cirurgiões que estavam de plantão não compareceram a unidade, então outros profissionais estavam sendo acionados para substituí-los. "Não vou garantir que teremos o mesmo número de profissionais hoje, mas os casos que não pudermos atender iremos agilizar a regulação para outras unidades. Uma coisa eu afirmou que a nossa preocupação no momento é garantir a assistência a população", garantiu.

VEJA A LISTA COMPLETA DE REIVINDICAÇÕES DOS MÉDICOS
  • Adequação estrutural mínima para liberação de Alvará de Funcionamento, emitido pela Vigilância Sanitária.
  • Reforma imediata das instalações de Estar Médico
  • Contratação de profissionais de saúde para viabilizar o funcionamento pleno do Centro Cirúrgico 24h por dia – 04 enfermeiros e 12 técnicos em enfermagem
  • Abertura imediata do CRPA, nunca inaugurado de fato – contratação de 05 enfermeiros e 08 técnicos em enfermagem.
  • Funcionamento pleno do Serviço de Radiologia, com Médico Radiologista de Plantão e realização 24h de Ultrassonografia e Tomografia de Abdome com emissão de laudo.
  • Aquisição de aparelhos e instrumental para cirurgia Videolaparoscópica
  • Aquisição de Material para funcionamento pleno do serviço de Urologia (Cistoscópio; Ressectoscópio)
  • Implementação do Serviço de Endoscopia Digestiva com possibilidade terapêutica
  • Contratação de técnicos de enfermagem para garantir assistência aos pacientes nas enfermarias
  • Aquisição de caixas de instrumental cirúrgico para evitar postergar cirurgias por indisponibilidade de material esterilizado;
  • Garantir funcionamento em tempo integral das Cirurgias ortopédicas, disponibilizando técnico em radiologia para radioscopia em centro cirúrgico e material para cirurgia ortopédica.
  • Ampliação de leitos de enfermaria Cirúrgica
  • Garantir que não mais ocorrerá a falta constante de medicamentos e materiais médicos essenciais, como antibióticos, fitas de glicemia, anti-hipertensivos, enoxaparina, material de curativo, água para injeção, etc.


 
Com informações do A Tarde

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