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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012


Aumenta em 9% número de jovens que não trabalham e nem estudam

Já o número de mulheres na mesma situação caiu 398 mil, de acordo com o estudo feito pela Diretoria de Estudos e Políticas Sociais do Ipea

Victor Longo
(victor.longo@redebahia.com.br)

Jonatas, na praia: ‘Vou correr atrás’, assegura


 Jonatas Cunha Souza tem 22 anos, segundo grau completo e está desempregado. Mora com a família e tem um filho pequeno, que vive com a mãe. No Brasil, há cada vez mais jovens com o perfil semelhante ao de Jonatas, os chamados ‘nem-nem’, que não estudam nem trabalham. E esse número só vem crescendo.

É o que mostra uma pesquisa divulgada esta semana pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea). Segundo o estudo, de 2000 a 2010, o número de homens jovens que não trabalhavam nem estudavam aumentou em 1,107 milhão no país.

Já o número de mulheres na mesma situação caiu 398 mil, de acordo com o estudo feito pela Diretoria de Estudos e Políticas Sociais do Ipea. A pesquisa levou em consideração a definição de população jovem entre 15 e 29 anos.

Quarta à tarde, na praia do Porto da Barra, Jonatas analisou a pesquisa enquanto “tomava uma” com um amigo. “As mulheres estão se profissionalizando e querendo ser independentes e estão conseguindo”, disse. Faz sentido, segundo o estudo do Ipea. “Isso tem a ver com a maior participação da mulher no mercado de trabalho e com a mudança de papéis”, analisou a pesquisadora do Ipea Ana Amélia Camargo.

Apesar de estar parado no momento, o jovem Jonatas garante que quer sair dessa situação. “Falta consciência por parte de alguns homens, mas eu não sou assim, vou correr atrás para ter o meu. Não quero ficar dependendo de pai e mãe, nem de mulher”.

No entanto, com alguns minutos de conversa, ele deixa escapar: “Tem homem que dá sorte, casa com mulher que tem condição e não precisa trabalhar”. Ele assegura que já está procurando cursos para fazer e sair da estatística dos ‘nem-nem’. 

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