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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013


Partido de Marina nasce contando já ter bancada de pelo menos oito parlamentares

“Quem estiver na fundação, é porque está junto”, diz importante marineiro
R7
Fabio Rodrigues Pozzebom/17.06.2012/ABrNovo partido da ex-senadora Marina Silva ainda não tem nome definido, mas deve ter o termo "Rede" na sigla
O novo partido que está sendo criado pela ex-senadora Marina Silva já dá como certa a aquisição de ao menos seis deputados e dois senadores que hoje estão em outras legendas. O ato de fundação da sigla, será realizado neste sábado (16), em Brasília (DF), vai contar com a presença desses políticos de agremiações rivais, que vão se tornar marineiros e compor a bancada do partido no Congresso em seus primeiros dias.
Alguns deles ainda não falam abertamente na migração, como é o caso dos senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Cristovam Buarque (PDT-DF), mas sua presença na capital federal deixa clara a mudança. É o que afirma um político muito próximo de Marina, que preferiu não se identificar.
— O evento de sábado será revelador. Quem estiver na fundação, é porque está junto. Alguns ainda tomam certo cuidado para anunciar [a mudança] porque é preciso esperar que o partido se consolide. Se algo der errado, eles podem se complicar onde estão agora. Mas a presença futura é certa. Quem estiver no nosso evento será fundador do partido.
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) também era cotado para aterrisar no partido que está sendo criado. Porém, defensor da fidelidade partidária, Suplicy disse a Marina que não pretende ingressar na nova legenda antes da conclusão de seu mandato, em 2014.
Em declaração no plenário do Senado na última quinta-feira (14), o petista disse que "não cogitaria, de forma alguma, mudar de partido".
Os marineiros contam, entretanto, com o desgaste de Suplicy dentro do PT, que não deve permitir que ele concorra a mais um mandato ao Senado, para conseguir convencê-lo da mudança.
Na Câmara, o primeiro nome a declarar abertamente adesão ao novo partido foi o deputado Alfredo Sirkis (PV). Além dele, estão de mudança José Antônio Reguffe (PDT-DF), Walter Feldman (PSDB-SP), Alessandro Molon (PT-RJ), Ricardo Tripoli (PSDB-SP) e Domingos Dutra (PT-MA).
Também são dados como certos na nova sigla a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL), o ex-deputado Fábio Feldmann (PV) e o vereador Ricardo Young (PPS-SP).
Cem dias
Para viabilizar sua candidatura à Presidência em 2014, Marina precisa recolher 500 mil assinaturas até outubro, data limite para poder registrar a legenda no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
O grupo de apoiadores da ex-senadora espera terminar essa etapa em exatos cem dias, para então tratar da parte burocrática junto à Justiça Eleitoral.
Em seu estatuto, que também será lançado neste sábado, o partido defenderá a "sustentabilidade, a radicalização da democracia, uso das redes sociais como recurso de participação legitimo, a rotatividade dos dirigentes, formas transparentes de financiamento, teto para doações de empresas e o uso de crowdfunding para arrecadação".
Discute-se ainda a possibilidade de restringir as doações feitas diretamente ao partido, e não aos candidatos. Essa forma de repasse é legal, mas torna impossível a identificação de quem foi o político beneficiado pela empresa.
O novo partido deve se chamar Rede Eco Brasil. Alguma mudança ainda pode ocorrer porque algumas das lideranças temem que a sigla fique estigmatizada por se preocupar apenas com a questão ambiental.
O nome representaria a ideia de que a legenda tem de se organizar de maneira descentralizada

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