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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Gasolina e óleo diesel ficam mais caros

A Petrobras anunciou na noite desta quinta-feira, 6, reajuste de preços dos combustíveis, com aumento de 3% para a gasolina e de 5% para o óleo diesel nas refinarias a partir desta sexta, 7. A expectativa é que o impacto para o consumidor seja entre 2% e 4% nos preços praticados pelos postos de gasolina de todo o País.
No mercado financeiro, o aumento foi visto como um novo gesto político, calculado sob medida para evitar um impacto maior na inflação ao mesmo tempo em que acena aos investidores para atitudes benéficas à saúde financeira da estatal, que deve encerrar o ano com forte constrangimento financeiro.
As projeções de economistas indicam um impacto entre 0,11 e 0,17 ponto percentual sobre a inflação, descartando as expectativas de manter a taxa dentro da meta estabelecida pelo Banco Central, de 6,5%. A expectativa é que a taxa termine o ano em 6,6%, segundo a média das projeções feitas pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.
"O impacto do aumento da gasolina no IPCA não deve ser muito alto. Aumento de 3% é na refinaria, mas na bomba será menos, então diminui pressão", afirmou o economista sênior do Espírito Santo Investment Bank, Flávio Serrano.
Nas bombas, o presidente do Sincopetro do Estado de São Paulo (sindicato dos postos), José Alberto Gouveia, afirma que o reajuste deve ficar um pouco abaixo dos 3% aplicado nas refinarias.
O reajuste foi anunciado após uma semana de pressão sobre a Petrobras, acuada entre denúncias de corrupção, divergências internas em seu conselho de administração e atrasos na apresentação de resultados trimestrais. Tudo isso em um cenário de queda livre no preço do petróleo no mercado internacional, movimento que influencia as margens de lucro e os planos de investimento da companhia.

Caixa

As turbulências foram determinantes para a definição do reajuste dos combustíveis. Ao longo de 2014, o caixa da Petrobras esteve pressionado por uma defasagem de cerca de 20% entre os preços de importação dos mercados internacionais e a revenda no mercado interno, com preços represados para conter a alta da inflação.
Nos últimos três anos, as perdas de receita por conta da defasagem já chegam a R$ 80 bilhões, segundo o analista de petróleo, Auro Rosembaun, do Bradesco.
Em reunião extraordinária do conselho de administração, na última terça-feira, a presidente da estatal, Graça Foster, preparou uma extensa apresentação sobre a necessidade de reajuste para recompor as margens de lucro. Naquele dia a companhia recebeu aval do governo para o reajuste, mas a data ou o porcentual não foram anunciados.
Após nove horas de debates, na saída da reunião Graça se limitou a afirmar que "reajuste não se anuncia, pratica-se". Na véspera do anúncio, a estatal encaminhou comunicado ao mercado em que informava a orientação do Conselho, presidido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, "pela manutenção dos níveis de preços". Por outro lado, o documento destacava que a decisão final seria da diretoria executiva da estatal.

Fonte: A Tarde

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