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sábado, 15 de novembro de 2014

Presidente de empresa de construção é preso em Salvador pela Lava Jato

O presidente de uma empresa da Bahia, ligada ao setor de construção, foi preso na manhã desta sexta-feira (14) por policiais federais pela Operação Lava Jato. De acordo com a PF, o mandado foi cumprido no Hotel Pestana, no bairro do Rio Vermelho, por volta das 8h, e o suspeito foi transferido para Curitiba, no Paraná. A PF afirma que foi cumprido mandado de busca e apreensão de documentos na aeronave do preso, que teve identidade preservada pela cúpula policial.
A prisão fez parte da sétima fase da Operação Lava Jato. Além da Bahia, a operação acontece no Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, realizada por 300 agentes federais. Um dos detidos é o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque. Indicado pelo PT para o cargo de alto escalão, ele foi preso em sua residência, no bairro da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e conduzido para a superintendência local da PF.
Até as 11h, tinham sido cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, 14 de prisões temporárias e seis de condução coercitivas no Paraná, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, em Pernambuco e no Distrito Federal (veja a lista dos mandados no final desta reportagem). Um dos detidos nesta sexta pelos 300 agentes federais envolvidos na operação é o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque. Entre os alvos dos mandados de prisão, estão executivos de grandes empreiteiras, entre os quais os presidentes da Camargo Correa, Dalton dos Santos Avancini, e da OAS, José Aldemário Pinheiro Filho – até a ultima atualização desta reportagem não havia a confirmação de que esses dois executivos já tinham sido presos.
Os investigados que ainda não foram encontrados, esclareceram os delegados, já tiveram seus nomes registrados no sistema da Polícia Federal e estão impedidos de deixar o país. Os nomes dos investigados com mandado de prisão preventiva foram incluídos na lista de alerta vermelho da Interpol.
Delação premiada
O ex-diretor de Refino e Abastecimento da estatal do petróleo, Paulo Roberto Costa, que fez acordo de delação premiada e cumpre prisão domiciliar, revelou, durante depoimento à PF e ao Ministério Público Federal, ter conhecimento de irregularidades praticadas na Diretoria de Serviços da empresa e na divisão internacional da estatal entre 2004 e 2012. À época, o diretor de Serviços da petroleira era Renato Duque e a área internacional estava sob responsabilidade de Nestor Cerveró.
A Petrobras está no centro das investigações da operação Lava Jato. O esquema, segundo a PF, foi usado para lavagem de dinheiro e evasão de divisas que, segundo as autoridades policiais, movimentou cerca de R$ 10 bilhões.
Os principais contratos sob suspeita são a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, que teria servido para abastecer caixa de partidos e pagar propina, e o da construção da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, da qual teriam sido desviados até R$ 400 milhões.

Fonte G1 BA

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