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quinta-feira, 9 de junho de 2016

Portugal é o 5º país mais pacífico para se viver; Brasil está em 105º

A Síria é o menos pacífico, seguido do Sudão do Sul, Iraque, Afeganistão e Somália

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O Global Peace Index (GPI), lançado ontem pelo Institute of Economics and Peace (IEP), mostra que o mundo, pelo segundo ano consecutivo, está menos pacífico. Os níveis de tranquilidade se aproximam dos valores registrados em 2012, quando os indicadores apontaram o patamar mais baixo desde o início da pesquisa, há dez anos. A pesquisa analisou 163 países em 23 indicadores diferentes, entre eles os conflitos nacionais e internacionais; a segurança e a proteção na sociedade; e o nível de militarização dos países.
A Europa é a região mais pacífica do mundo, segundo o documento, tendo seis países classificados entre os sete primeiros do ranking global. Em relação ao ano anterior, Portugal foi o país que registrou maior melhora entre os europeus, saltando nove posições e se classificando como o quinto mais pacífico do mundo para se viver.
Portugal ficou atrás apenas de Islândia, Dinamarca, Áustria e Nova Zelândia, os quatro primeiros do ranking, respectivamente. A Síria é o menos pacífico, seguido do Sudão do Sul, Iraque, Afeganistão e Somália.
Um dos indicadores que contribuíram para a subida de Portugal no ranking foi a diminuição da instabilidade política. No entanto, 39 países do mundo apresentaram piora neste tópico. E o Brasil foi um deles.
“Um caso impressionante deste ano foi o Brasil, onde o gatilho [para o aumento da instabilidade política] foi um grande escândalo de corrupção. No Brasil, um aumento de 15% na instabilidade política, associado à deterioração tanto da taxa de encarceramentos quanto do número de policiais, aponta uma tendência preocupante, faltando apenas alguns meses para o início dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro”, mostra o estudo.
No ranking dos países mais pacíficos para se viver, o Brasil está na 105ª posição global e na 9ª colocação entre os onze países da América do Sul analisados, ficando à frente apenas de Venezuela e Colômbia. No ranking global, a Venezuela ficou com a 143ª posição e a Colômbia, na 147ª.
A diminuição na tranquilidade dos países não foi distribuída uniformemente ao redor do mundo. Segundo o estudo, 77 países tornaram-se mais pacíficos, enquanto 85 apresentaram piora no indicador. A região com maior deterioração da paz foi o Oriente Médio e o norte da África.
“A maioria destas alterações foram vinculadas ao conflito na Síria e ao aumento do número de refugiados e deslocados internos. Tendo em conta os níveis crescentes de terrorismo e de grande deslocamento da população causada por conflitos, esta tendência deve continuar num futuro próximo”, aponta o documento.
O número de refugiados e pessoas desalojadas aumentou dramaticamente nos últimos dez anos e representa aproximadamente 60 milhões de pessoas entre 2007 e 2016, quase 1% da população mundial. Na Síria, mais de 60% da população está desalojada.
O número total de mortes por terrorismo subiu de menos de dez mil em 2008 para mais de 30 mil em 2014. “O terrorismo está em níveis históricos. As mortes em conflitos estão no 25º ano de aumento e o número de refugiados está a um nível não visto em sessenta anos."
Outro dado preocupante é o número de mortes por conflitos internos, que aumentou consideravelmente na última década. Enquanto que entre 2005 e 2006 foram registradas pouco menos de 36 mil mortes, em 2014 e 2015 este número subiu para mais de 305 mil mortes. Segundo o estudo, grande parte do aumento é resultado do conflito na Síria.
De acordo com o GPI, o impacto econômico da violência sobre a economia global em 2015 foi de 13,6 trilhões de dólares. Este valor representa 13,3% da atividade econômica do mundo (Produto Mundial Bruto) e representa cerca de 11 vezes o tamanho do investimento direto estrangeiro.
O estudo mostra ainda que o Brasil gasta 14% do seu Produto Interno Bruto (PIB) para arcar com os custos da violência e está entre os 32 países piores colocados nesse indicador. Portugal, por exemplo, gasta 5% e está na 121ª posição. A Síria é o pior colocado, gastando 54% do seu PIB com os custos da violência. Os melhores colocados, entre 163 países analisados, são Indonésia, Canadá e Islândia, que gastam 2%. Com informações da Agência Brasil.

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Protestos contra Temer devem ocorrer em 37 cidades nesta sexta

A presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está confirmada no evento


BRASIL PRESIDENTEPOR FOLHAPRESS


A Frente Brasil Popular, composta por entidades do movimento de esquerda e centrais sindicais, convocou manifestantes contrários ao presidente interino Michel Temer para ir às ruas nesta sexta-feira (10). Estão agendados protestos em São Paulo, Brasília, Rio e outras 34 cidades, sem contar atos fora do Brasil.
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Em São Paulo, a manifestação será ao longo da avenida Paulista e o carro de som principal ficará em frente ao Masp (Museu de Arte de São Paulo). De acordo com Raimundo Bonfim, coordenador da CMP (Central de Movimentos Populares), que integra a frente, haverá um trio elétrico de 22 metros para comportar o palco maior, além de um palco para intervenções artísticas e outro de apoio à imprensa.
Serão instalados quatro telões de led e quatro caixas de som ao longo da Paulista, para fazer link com o caminhão principal. O ato contará ainda com duas ambulâncias e banheiros químicos.
A presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está confirmada no evento. A presidente afastada, Dilma Rousseff, estará em São Paulo, mas sua presença não está certa.
Este será o primeiro ato unificado da Frente Brasil Popular desde que Temer assumiu a presidência interinamente, há menos de um mês. De acordo com Bonfim, as entidades trabalham para realizar um protesto "de fôlego".
Segundo ele, as gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado revelam articulação de caciques do PMDB para os trabalhos da Operação Lava Jato.
"Os áudios revelam aquilo que já vinhamos denunciando antes do impeachment: o objetivo de retirar a presidente Dilma não era combater a corrupção", disse.Bonfim rebate os argumentos pró-impeachment de que Dilma não tinha estabilidade para governar, lembrando que já houve duas trocas de ministro realizadas por Temer -Torquato Jardim assumiu a Transparência no lugar de Fabiano Silveira e Dyogo Oliveira entrou no Planejamento no lugar de Romero Jucá. Ele acrescenta que três "estão na corda bamba", referindo-se aos ministros Henrique Eduardo Alves (Turismo) e Fábio Osório (Advocacia-Geral da União) e à secretária Fátima Pelaes (Políticas para as Mulheres).
"Nossa mobilização de rua é no sentido de pressionar o Senado e impedir que o impeachment da presidente Dilma seja aprovado", concluiu.Segundo ele, a estrutura oferecida pela Secretaria de Segurança Pública será semelhante à dos protestos dia 18 de março, quando a Frente Brasil Popular fez outro grande ato na av. Paulista. Com informações da Folhapress.

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