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quarta-feira, 30 de março de 2016

Rumores dão conta de que Pinheiro pode ir para o PSD e disputar prefeitura

Senador deixou o PT após 33 anos


No dia em que Salvador completou 467 anos, o senador Walter Pinheiro anunciou a sua saída do Partido dos Trabalhadores (PT). Filiado à legenda desde 1986, o parlamentar, eleito para o Senado em 2010 com 3,6 milhões de votos na chapa encabeçada pelo ex-governador Jaques Wagner (PT), ainda não anunciou a qual partido vai se filiar, mas o PSD, comandado pelo senador Otto Alencar, poderá ser o destino de Pinheiro.
À Tribuna, o senador Otto negou qualquer pretensão de filiar o ex-petista. “Ele nunca conversou comigo sobre isso e não tenho nenhuma informação de qual será o caminho dele. [A saída do PT] é uma coisa que mexe com os sentimentos dele. Ele passou muitos anos no partido. É uma coisa dolorosa. Ele deve ter tempo para refletir qual o melhor caminho”, disse Otto. Entretanto, conforme apurou a reportagem, Pinheiro avalia um convite para disputar as eleições em Salvador, apesar de já ter negado a pretensão. O senador integraria, pelo PSD, a estratégia de pulverização de partidos aliados ao governo do Estado para enfrentar o atual prefeito, ACM Neto (DEM), que disputará a reeleição e, até o momento, é considerado o favorito a vencer o pleito.
O PSD conta também conta com o vereador Edvaldo Brito, pré-postulante na disputa pelo Palácio Thomé de Souza. Apesar de negar a filiação de Pinheiro, Otto diz ser contra pulverizar candidaturas e deu sinais de como poderá atrair Pinheiro. “A única coisa que não concordo é que cada partido saia pulverizado com dois, três, quatro nomes. Ou o governo tem um nome que preencha os pré-requisitos para governar a cidade, como experiência, competência, histórico de bons serviços prestados a Salvador, e com honra e dignidade. Nós vamos trabalhar esse nome”, defendeu o senador. As negociações com o núcleo político do governo petista em torno de uma possível candidatura de Pinheiro teriam sido concretizadas na semana passada em encontro entre o parlamentar e o governador Rui Costa (PT). O senador foi procurado, mas não foi localizado pela reportagem.
Ontem, Pinheiro, em audiência pública no Senado, enalteceu a capital baiana e fez um longo discurso sobre os desafios futuros da cidade. “Óbvio que os soteropolitanos, com todo o esforço empreendido ao longo desses anos todos, ainda reclamam muito de uma cidade que efetivamente cresceu, ou melhor, em certa medida, inchou. Hoje estamos numa perspectiva positiva da cidade ganhar uma estrutura de mobilidade compatível com as necessidades de uma cidade que durante muito tempo se transformou numa ‘Meca’, por conta exatamente da concentração”, discursou.
Pinheiro também defendeu a necessidade de buscar novas vocações para o desenvolvimento econômico da capital baiana. “Salvador é uma cidade que perdeu sua vocação industrial. (...) Essa cidade baixa, onde tínhamos fabricas têxteis e indústrias de sabão, toda essa parte foi desativada, e era exatamente a região industrial, e isso não foi substituído por nada”, apontou.
Em carta, senador diz que continuará jornada
O senador Walter Pinheiro enviou uma carta ao PT baiano, partido que estava filiado há 30 anos e que ajudou a fundar no estado, comunicando a sua saída e solicitando a sua desfiliação. O parlamentar já estava ausente, desde o ano passado, de todas as atividades partidárias. Sua saída já era esperada há algum tempo. Entre os motivos alegados estaria a discordância dos rumos que o governo da presidente Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores tomaram.
 “Decido encerrar, depois de uma reflexão profunda, minha única filiação. Agradeço pelas coisas boas, pelo apoio, pelas amizades, por tudo que vivenciei na vida pública e tudo que foi possível construir. Vou continuar cumprindo, com todo empenho, a jornada que o povo da Bahia me confiou”, disse no documento.
O senador ainda agradeceu a todos que caminharam junto com ele. “Grato aos meus familiares, grato aos parceiros que constroem nosso mandato, grato aos amigos, aos companheiros, ao povo da Bahia e muito, mais muito grato a Deus que pela sua Graça tem me sustentado”, disse. “Creio que, como diz o apóstolo Paulo, combati o bom combate. Permanecerei com o trabalho firme e mantendo minha Fé, Fé que é possível, Fé no Brasil e Fé na vida”, finalizou o ex-petista, que é evangélico. (DM).
Tribuna da bahia

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