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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Dilma diz que governo Temer quer 'bando de carneiros'

A petista disse ainda que o processo de impeachment "sem crime" é machista

© Foto: Roberto Stuckert Filho/ PR
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Em evento para defender seu mandato em Aracaju (SE), a presidente afastada
 Dilma Rousseff reiterou suas críticas ao governo em exercício e se mostrou
 contrária ao projeto educação sem partido, que supostamente defende a 
"neutralidade política, ideológica e religiosa" nas escolas. "Eles têm uma pauta
 ultraconservadora", disse.
"A educação sem partido é na verdade o coroamento dessa visão", afirmou,
 ressaltando que o projeto impedirá que as escolas formem cidadãos pensantes.
 "Querem nos transformar num bando de carneiros. Isso é a educação sem partido."
Dilma disse ainda que o processo de impeachment "sem crime" é machista e que
 se inspira nas mulheres anônimas brasileiras "que lutam todos os dias". "Eu não 
vou deixar de lutar", afirmou.
A presidente afastada disse que com mobilização é possível persuadir os senadores
 para votar contra o seu afastamento definitivo. "Somos capazes de convencer, temos
 argumentos, a razão está do nosso lado, a democracia está do nosso lado", disse. Por 
fim, eu quero dizer que vou lutar para reverter o julgamento no Senado, mas eu "tenho
 certeza de que a força do povo brasileiro é possivelmente o mais forte argumento que
 nós temos para colocar na mesa. A mobilização, a força e a firmeza de vocês são cruciais
 nesse processo que vai daqui até o dia da votação do mérito (do impeachment)", afirmou.
Dilma completou dizendo que "eles não têm como se defender do crivo e do julgamento 
da história". "Uma vez traidor sempre traidor". Como tem feito em todos os seus discursos
 desde que foi afastada, Dilma disse que os tempos são "muito difíceis" e que o "golpe" em 
curso no Brasil não usa tanques nem armas, mas a mentira. "Eles não estão me julgando por
 um crime. Eles mesmos se confundem, não só a pericia do Senado me inocentou, mas me 
inocentou também o próprio Ministério Público Federal, mas isso pra eles pouco importa",
 disse. "O que importa que é me afastar da presidência."

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