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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

121 mil celulares são bloqueados em janeiro; índice é inferior ao de roubos


Em janeiro, foram bloqueados 121.932 celulares roubados ou perdidos no Brasil, segundo a associação ABR Telecom. O número faz parte do Cadastro de Estações Móveis Impedidas, que atinge a marca de 5.074.594 aparelhos impedidos, o que representa um crescimento de 2% em relação a dezembro de 2014.

Ainda assim estima-se que o índice seja inferior ao número de roubos e furtos no país.

Como explica Sérgio Kern, diretor do SindiTelebrasil (Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal), o bloqueio do celular é uma iniciativa do cliente, mas nem todo mundo conhece o procedimento ou tem condições para realizá-lo. Isso por que para dar andamento ao processo de bloqueio, é preciso ter em mãos o Imei --uma espécie de RG do aparelho.

Em reunião com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, as principais operadoras de telefonia móvel --Claro, Nextel, Oi, TIM e Vivo-- informaram receber apenas pedidos de bloqueio de chip. Segundo elas, os casos de vítimas que pedem para bloquear o aparelho são raros.

Motivo que levou o Estado a adotar o bloqueio automático dos telefones em um prazo máximo de 12 horas após o registro do crime na delegacia. Em dois primeiros dias, a polícia paulista conseguiu efetivar o bloqueou de 900 celulares.

Ao realizar o registro do boletim de ocorrência de roubo ou furto de celular, a vítima autoriza a polícia a requisitar o bloqueio do aparelho. Caso a vítima não esteja com o número do IMEI, ela pode registrar o BO e ainda terá mais 15 dias para apresentar o código de identificação --que pode ser encontrado na nota-fiscal.

A medida, válida desde 6 de fevereiro, visa combater o aumento de crimes envolvendo celulares. Por mês, estima-se que 17 mil aparelhos sejam roubados ou furtados em São Paulo. Nos outros Estados do país, no entanto, segue a regra de que o próprio cliente tem que solicitar o bloqueio.

Para Kern, falta consciência do cliente sobre a importância do procedimento para a diminuição dos índices de roubos. "Se os celulares roubados não tiverem utilidade, deixa de fazer sentido o delito", apontou ele, que descreve o procedimento como "simples". O processo pode ser realizado simultaneamente ao pedido de bloqueio do chip. (Teve o celular roubado? Saiba o que fazer)

Todos os aparelhos bloqueados no Brasil são inscritos no Cadastro de Estações Móveis Impedidas, criado em novembro de 2000 para unificar o acesso a todas as operadoras e impedir que esses celulares sejam habilitados de forma indevida.

Portanto, de nada adianta trocar de operadora, tampouco de Estado para desabilitar o bloqueio. Apenas o proprietário original do telefone pode reverter o processo de maneira legal.

Há, no entanto, tecnologias informais que permitem burlar todo esse esquema, tais como a criação de um novo IMEI. Essas práticas não são tão difundidas e acessíveis. E ainda que o bloqueio não seja 100% garantido, é de fato um empecilho para os criminosos.

Vale lembrar que o bloqueio impossibilita apenas o aparelho de fazer ou receber chamadas telefônicas e trocar SMS. O acesso à internet via redes de Wi-Fi e o armazenamento de arquivos continuam ativos

Tribuna Feirense

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